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Fibromialgia tem dieta?

Atualidades (05/08/16)  Fibromialgia tem dieta?

Você que esta lendo esse texto agora, talvez tenha alguém da sua família ou de seu círculo de amigos com diagnostico ou sintomas de fibromialgia. Essa doença classificada como crônica e que se caracteriza por queixas dolorosas neuromusculares e inchaços detectados em mais de uma dúzia de pontos do corpo.
já atingindo mais 10 milhões de americanos, o que em números representa quase 3,5% de toda sua população e juntamente com a diabetes e doenças cardíacas, tornou-se uma das crescentes no século 21, afetando algo em torno de 4% da população mundial.
Agora, se você é portador de fibromialgia, então sabe como é frustrante o tratamento dessa doença auto imune, e como pode ter sido confuso o seu diagnostico. Mais ainda, como continua conflitante a orientação nutricional em sua escolha alimentar diária.
O fato é que são poucas as evidências científicas publicadas até agora sobre a dieta do paciente Fibromialgico, e esses estudos indicam que um plano de alimentação único não irá funcionar para todos os casos. Segundo pesquisadores da doença, aplicar cardápios e observar a alteração de frequência e intensidade dos sintomas são considerados uma boa estratégia.
“Os sintomas da fibromialgia são reduzidos apenas em 30% com a utilização de fármacos existentes no mercado”

quem disse essa frase acima foi Kathleen Holton, PhD, MPH, principal autor de estudos como: Potential dietary links in Central sensitization in Fibromyalgia.
Como já expliquei, a dor crônica é um problema generalizado da fibromialgia, a essa condição sintomática ainda associam-se: distúrbios do sono, hipersensibilidades musculares, fadiga e depressão. Novos trabalhos, sugerem que essa dor pode ter origem na sensibilização central de neurônios, que em sua medula espinhal seria desencadeada por inflamação ou dano celular.
Outros, ainda afirmam que certos produtos químicos contidos nos alimentos ingeridos por nos diariamente,podem desencadear a liberação de neurotransmissores que aumentariam essa sensibilidade a dor.

O que fica claro, é que a medida que a ciência avança cada vez mais confirmatórios e esclarecedores são os resultados que indicam o quanto a saúde e a nutrição estão intimamente ligadas.
Segundo o Dr. Kent Holtorf, MD, diretor médico do Holtorf Medical Group Center for Endocrine , Neurological and Infection Related Illness em Torrance, Califórnia afirma:

"Nós estamos agora no ponto onde sabemos que a alimentação desempenha um papel muito importante nesta doença e que não é apenas a mesma dieta para todos. E nem todo são ajudados da mesma maneira ".
Abaixo listarei os 10 mandamentos sobre alimentos e fibromialgia, aplicá-los diariamente ajuda muito a reduzir a incidência de seus sintomas.
Limite de açúcar, drasticamente. O aumento dos níveis de insulina normalmente pioram a dor. Evite sucos, coma frutas.
Se você está acima do peso, tem pressão arterial alta, colesterol elevado ou diabetes, você também deverá limitar o consumo grãos em geral, pois eles são metabolizados de forma muito semelhante aos açúcares. Isto também inclui o trigo (glúten ) refinado ou em grãos que é extremamente nocivo.
Coma alimentos frescos. Alimentos frescos, desprovido de conservantes e aditivos, podem aliviar os sintomas desencadeados por patologias subjacentes, como a síndrome do intestino irritável (IBS) por exemplo.
Também é uma boa ideia comprar alimentos orgânicos sempre que possível, uma vez que é melhor evitar pesticidas e produtos químicos.
Evite cafeína. Acredita-se que a fibromialgia pode estar ligada a um desequilíbrio de substâncias químicas cerebrais que controlam o humor, e é frequentemente associada com o sono inadequado e fadiga. O paciente Fibromialgico erroneamente, ver - se sempre tentado a combater a sensação de fadiga com estimulantes como a cafeína, mas esta abordagem faz muito mais mal do que bem, a longo prazo. Embora a cafeína proporcione um impulso inicial de energia, não é substituto para o sono que tem função reparadora e anti estressante.
Seja vigilante com sua reserva de ômega-3. Gorduras anti-inflamatória encontradas nos ácidos DHA e EPA que estão fartamente na composição de peixes como salmão, sardinhas, cavala, arenque , tem sido apontados como um alimento saudável para o coração, e também podem atuar na dor, ajudando a reduzir a inflamação. Ao mesmo tempo, deve-se eliminar toda as gordura saturadas muito encontradas em alimentos fritos e industrializados, que elevadoras dos níveis de inflamação .
Use levedura com moderação. O consumo de levedura também pode contribuir para o crescimento do fungo de levedura, o que pode acabar sendo estimulante da dor.
Evite produtos lácteos. Muitos que sofrem de fibromialgia têm dificuldade para digerir leite e outros produtos lácteos.
Como poucos carboidratos. Cerca de 90 por cento dos pacientes com fibromialgia têm baixa funcionamento da glândula adrenal, o que afeta o metabolismo dos hidratos de carbono e pode levar à hipoglicemia.
Evite aspartame ou adoçante em geral. O adoçante artificial encontrado em alguns refrigerantes diet e muitos doces sem açúcar, são ativadores de neurônios que podem aumentar a sua sensibilidade à dor.
Evite aditivos. Os aditivos alimentares, como o glutamato monossódico (MSG) muitas vezes causam problemas para os pacientes com dor. MSG é um sal sódico retirado do ácido glutâmico com ação excitatória esse realçador de sabor, pode estimular os receptores de dor; níveis de glutamato no fluido espinal foram mostrados em estudos para correlacionar com os níveis de dor em pacientes com fibromialgia.
Fique longe de junkfood. Elimine fastfood, doces e produtos de máquinas automáticas. Além de contribuir para o ganho de peso e o desenvolvimento de hábitos alimentares pouco saudáveis, essas dietas pobres em nutrientes, também podem irritar seus músculos, perturbar seu sono, e comprometer o seu sistema imunológico.

Por onde começar?
O melhor ponto de partida é procurar um Nutricionista que saberá classificar qual tipo de consumidor você é e suas rotinas. Se tem preferências por dietas proteicas, lipídica, glicídicas ou mistas, e ao mesmo tempo usará uma metodologia onde possa avaliar suas escolhas alimentares até então. Após esse levantamento classificatório, quantificará quanto e quais possíveis alimentos gatilhos você não estará ingerindo como disparadores de sua dor crônica.
Os resultados de um projeto nutricional como esse, sempre apresentam melhora na condição dos pacientes de Fibromialgia.

Alimentos e Nutrientes que podem ajudar no tratamento.
Vitamina B12 atua na conversão de carboidratos em glicose, que o corpo usa como uma fonte de combustível para gerar energia. Se o seu organismo não recebe o suficiente B12, você provavelmente vai começar a se sentir cansado e fraco.
Alimentos fontes: Cereais enriquecidos, salmão, atum

Magnésio estima-se que 80% dos adultos nos Estados Unidos são deficientes de magnésio. Os sintomas da deficiência de magnésio incluem a dor muscular, dor, fadiga, perda de memória, e dificuldade em se concentrar. Estes sintomas são muito familiares para aqueles que sofrem com a fibromialgia. Embora a deficiência de magnésio não pode a única causa desses sintomas.
Alimentos fontes: espinafre, sementes de abóbora, feijão preto, sementes de girassol
Omega-3 em um estudo com pacientes com dor crônica, os sintomas, tais como juntas rígidas e dor foram relatados terem diminuído significativamente depois de tomar um suplemento de ômega-3 por três meses. Além de ajudar a aliviar a dor, Omega-3 também ajuda a combater o declínio cognitivo, reduzir a inflamação, aliviar a síndrome do intestino inflamatório.
Alimentos fontes: Linhaça, soja, nozes, salmão

Vitamina D O número de pessoas no mundo com deficiência de vitamina D triplicou nas últimas três décadas. Estima-se que 13% são deficientes e que 30% ou mais estão em risco de deficiência. Em alguns casos, a deficiência de vitamina D pode resultar em sintomas de dor crônica.
Alimentos fontes: cereais enriquecidos, cogumelos, sardinha, ovos e sol.
Ferro atua diretamente na construção muscular, além de ajudar no fluxo de oxigênio na corrente sanguínea. Quando seu corpo não recebe ferro suficiente, você pode sentir fadiga, tonturas, falta de ar, dores de cabeça e muito mais. As mulheres são mais suscetíveis à deficiência de ferro do que os homens. Na verdade, uma em cada dez mulheres sofre de deficiência de ferro.
Alimentos fontes: espinafre, brócolis, cereais integrais

Cúrcuma é uma planta da família do gengibre que contem um poderoso composto de alívio da dor conhecida como a curcumina. Este poderoso antioxidante tem sido usado para ajudar a aliviar a dor, naturalmente, há mais de 4.000 anos!
Alimentos fontes: açafrão em pó (muitas vezes usado como um tempero na culinária) ou suplementos


Quercetina é um composto do grupo dos flavanoides conhecido como um potente antioxidante que combate a formação de radicais livres agressores das células, portando uma substancia guardiã do DNA.
Alimentos fontes: cebola roxa, maçã, romã, brócolis

Alicina substancia antifúngica que combate o desequilíbrio bacteriano na microbiota de indivíduos portadores de fibromialgia, atuando também na eliminação do sódio do organismo.
Alimentos fontes: Alho, frutas vermelhas, chá verde.

Helson correa Jr
Nutricionista / Coachin nutricional
Pós graduado em nutrição biomolecular na FAPES



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