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Sensibilidade ao glúten não celíaca

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A sensibilidade ao glúten não celíaca é uma síndrome caracterizada por sintomas intestinais e extra-intestinais relacionados com a ingestão de alimentos contendo glúten em indivíduos que não são afetados por doença celíaca ou alergia ao trigo.

Os sintomas intestinais incluem inchaço, dor abdominal, diarréia, dor epigástrica, náuseas, aerofagia, refluxo, estomatite, alteração de hábito intestinal, constipação e fissuras anais. Sintomas extra-intestinais são amplos incluindo falta de bem estar, cansaço, dor de cabeça, mente nebulosa, entorpecimento, dores nas juntas e musculares, dermatite, perda de equilíbrio, anemia, alteração fluxo menstrual, alucinações, alterações padrão sono, alterações de humor, autismo e esquizofrenia.

A ingestão de glúten e o aparecimento dos sintomas são geralmente num tempo curto, mas podem ocorrer até mesmo dentro de alguns dias. Não existe ainda um biomarcador ou exame validado para o diagnóstico, sendo assim o protocolo continua a ser a relação clara entre a ingestão de glúten e sintomas clínicos.

Os primeiros casos de sensibilidade foram relatados em 1970, mas essa condição foi redescoberta recentemente, após um extenso trabalho, muito relevante para o meio científico publicado em 2010, que descreveu as características clínicas e fisiopatológicas da sensibilidade.

Desde então, o número de pesquisas têm crescido de forma exponencial, assim como o número de pessoas tratadas com a dieta sem glúten por causa de uma grande variedade de sintomas. No entanto, muitos destes casos são auto-diagnósticados e não são verificadas por um médico. Seguramente, antes de iniciar qualquer retirada do gluten da alimentação devem-se fazer exames e se excluir a possibilidade de doença celíaca.

Embora a sensibilidade seja desencadeada pela ingestão de cereais que contêm glúten, o componente alimentar agressor não foi ainda identificado e podem incluir proteínas que são diferentes do glúten, por exemplo os inibidores de amilase e tripsina presentes nas proteínas de cereais.  

Existe ainda o possível papel dos chamados FODMAPs (oligo-fermentável, di e mono-sacarídeos e polióis) na indução de manifestações intestinais de sensibilidade, como, por exemplo, inchaço ou diarreia.

Infelizmente, a sensibilidade e intolerância FODMAP podem ser confundidas até certo ponto, além de que o alimento rico em glúten, particularmente o trigo, também contém uma quantidade elevada de FODMAPs.

 O mecanismo da sensibilidade também continua a ser elucidado. Os dados experimentais parecem indicar um papel possível para uma resposta inata anormal, induzida por trigo, assim como as alterações na permeabilidade do intestino delgado, conduzindo a absorção excessiva de proteínas não digeridas derivados de glúten.

O tratamento é o mesmo da doença celíaca, embora seja desconhecido se há necessidade de se evitar estritamente de todos os produtos relacionados com o glúten. Não sabemos ainda se a sensibilidade é transitória, por isso deve ser reavaliada ao longo do tempo.

Assista ao depoimento de uma paciente com diagnóstico de sensibilidade ao gluten não celiaca em

https://www.youtube.com/watch?v=-hBhuMOADDQ


Nutricionista Mariana Herzog
Graduada pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
Esp. Nutrição Clínica Funcional, Universidade Cruzeiro Sul São Paulo/CVPE
MS. Ciências Fisiológicas, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Sócia-proprietária da Dietética Refeições
You tube: Fala Nutricionista
Contato: nutricionista@dietetica.com.br




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