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Método eficaz para emagrecer parte 2 - 9 passos para o controle do vicio alimentar.

Atualidades
   Nas últimas décadas, hábitos e comportamento alimentares têm sido alterados radicalmente. No passado comíamos apenas o suficiente para obter a energia necessária para vida e sobrevivência. Você já parou para pensar que isso não acontece mais? Como era a alimentação na casa de seus avós e antepassados?
Atualmente, comemos por outros inúmeros motivos. Quando estamos felizes, comemoramos com comida. Datas festivas, idem. Namorar é sinônimo de sair para jantar. Quando estamos tristes, nos permitimos um prêmio, que geralmente é uma comida. Quando estamos ansiosos comemos compulsivamente, sem perceber. Se a refeição está uma delicia, comemos um pouco mais.

   Juntam-se a isso um mercado imenso de fácil acesso a alimentos ricos em gordura, açúcar, aditivos e baixo valor nutritivo. Nossa comida foi modificada! Diariamente a indústria e o comércio criam novos alimentos, levando a um aumento da palatabilidade. Temos várias tentações a nossa volta, desde a padaria da esquina ao supermercado.
Quando nos permitimos comer esse tipo de alimento, nosso centro de recompensa do cérebro é estimulado, e isso inibe o balanço energético e controle de saciedade. Fato já bem documentado em animais, quando são alimentos “ad libitum” (livremente) com refeições saborosas e palatáveis o padrão de consumo é sempre alto, em termos de quantidade de alimento, levando a uma mudança de comportamento e a ganho de peso.

   Desde 1956 pesquisadores tentam explicar a motivação do comer compulsivo, tentando comprovar que o açúcar, a gordura e o sal podem viciar. A dependência alimentar, caracterizada por comer grandes quantidades em um curto período de tempo, pode ser causa da obesidade. Esses episódios podem ser uma vez por dia ou por semana, após o qual a pessoa sente culpa, vergonha, depressão, que podem ser o gatilho para um estresse emocional.
Como nos livrar desse efeito no nosso organismo?
  1 – Não morra de fome: é preciso comer para sobreviver, além disso, a fome excessiva estimula os desejos por alimentos palatáveis. Imagine-se com muita fome: nesse momento você tem apetite para uma salada com grelhado ou para um fast food?
  2 – Coma somente quando sentir fome: numa escala de 0 a 10, onde 0 representa a fome excessiva e 10 saciedade extrema, se alimente sempre quando estiver fora dos extremos, ouse seja, entre 2-3 para se alimentar e pare quando estiver saciado, entre 6-7.
  3 – Evite o stress, controle as emoções: algumas pessoas sob stresse, comem mais do que o habitual, porque pensam que os alimentos reduzem a ansiedade. O alimento nunca deve ser usado como ferramenta para recuperação de angústia emocional. É necessário encontrar uma maneira efetiva para resolver angústias, tristezas, raivas, etc... Certamente o alimentão não é a reposta para seus problemas.
  4 – Faça exercício: o exercício regular aumenta o número de receptores de dopamina no cerébro, aumenta liberação de endorfinas e a pessoa realmente se sente muito bem ao fazê-lo. Tenha responsabilidade sobre seu comportamento, isso é parte essencial para o sucesso do seu tratamento.
  5 – Evite alimentos industrializados: um alimento in natura jamais será capaz de gerar dependencia e descontrole. Os alimentos que contêm açúcar natural, como as frutas, por exemplo, ou gordura, como as nozes, não causam compulsão quando são consumidos isolados. Observe que na natureza raramente encontramos um alimento que contêm gordura e açúcar juntos. Mas, ao contrário, muitos alimentos processados combinam esses dois ingredientes, por exemplo, chocolate, pizza, bolos etc..., a combinação aumenta a chance para o vício e descontrole. Evite alimentos que combinam gordura e açúcar, veja um exemplo: imagine-se comendo um doce de figo em calda... agora, imagine-se comendo o mesmo doce com creme de leite. Qual das duas opções você comeria mais?
  6 – Evite alimentos industrializados 2: alimentos processados são pobres em fibras, isso significa que são facilmente digeridos e absorvidos, não conferindo saciedade. A velocidade rápida de absorção aumenta o potencial viciante, pois ativa circuitos neurais relacionados à dependência, aumenando o desejo e a fome.
  7 – Não coma alimentos com grande concentração de sal, gordura ou açúcar: uma dose concentrada do nutriente pode aumentar o potencial de abuso. Por exemplo, o licor, com alto teor alcoólico, tem um potencial viciante muito maior do que a cerveja para os alcoólatras. Da mesma forma, a adição de açúcar e/ou gordura em alimentos processados, é muito superior a quantidade desses ingredientes num alimento in natura, isso eleva o potencial abuso destes alimentos de uma maneira semelhante a substâncias viciantes tradicionalmente.
  8 - Evite ações que te façam perder o controle: por exemplo, se existe uma padaria que você adora no caminho de sua casa, altere seu percurso. Não tenha chocolates em casa, não os compre, se você não consegue se controlar.
  9 – Comida de ração: essa é talvez a dica mais relevante, sem retirar a importância das outras. Tenha refeições simples no seu dia-a-dia, como era na casa de sua avó e de seus antepassados. Disponibilize um tempo para preparar seu alimento ou, se não for possível, adquira refeições de qualidade nutricional, com temperos naturais, sem exccesso de sal ou gorduras. Resista às tentações nos restaurantes, tenha comprometimento com suas ações.
Em definitvo tenha comprometimento com sua saúde e seus atos. Perceba suas emoções, perceba seu apetite.
 
Todos nós temos esse controle.

Nutricionista Mariana Herzog Ramos
Graduada pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
Esp. Nutrição Clínica Funcional, Universidade Cruzeiro Sul São Paulo/CVPE
MS. Ciências Fisiológicas, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)



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